Ontem foi o batizado do meu afilhado. Nunca tinha sido madrinha de ninguém e frequentar a Igreja é algo que não faço com grande frequência. Embora ele já tenha 5 anos, e só agora fizemos o batizado, sinto que foi como que o "assinar" do papel para o qual me escolheram. Muito orgulhosa li umas passagens que o padre me apontou num dos seus livros e senti que sou uma das pessoas responsáveis pela educação desta criança. Foi uma cerimónia simples, sem grandes alaridos e grandes festas, mas importante e muito certeira. O padre, não da velha guarda, mas sim um padre novo, aberto à comunidade, de palavras simples mas acertadas disse apenas meia dúzia de coisas, mas certas. Gostei particularmente da parte em que se dirigiu a nós, padrinhos, e afirmou com toda a convicção que se daqui a um ano o P. não estivesse na catequese iria pedir explicações por tal facto. Eu, que nunca andei na catequese, fiquei rendida, e saí da Igreja com a certeza de que o P. irá certamente fazer parte desse grupo. Não sei explicar muito bem o que senti, mas gostei tanto das palavras do padre, tocaram a minha sensibilidade e as minhas emoções, que tenho a certeza de que se todos os párocos fossem assim a Igreja teria muitos mais fiéis. Não tenho dúvidas. Agora cabe-me incutir ao P. bons princípos, valores e algumas regras, "para que ele venha a ser um melhor homem, melhor que todos nós" (palavras do padre Rui).
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