quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ontem terminei o meu longo e cansativo dia num velório. Faleceu o avô de uma amiga e passei por lá para lhe dar um beijinho e muita força. Por momentos recordei o que vivi há um atrás. Doi... doi muito. Custa muito perder alguém tão querido. E eu sou uma pessoa de sorte, tenho quase toda a minha família comigo, embora já não tenha nenhum dos meus avós. Perder alguém custa sempre, mas perder alguém tão perto do Natal custa ainda mais. Perder alguém, neste caso o avô, quando há pouco tempo se perdeu a mãe, custa ainda mais. A vida por vezes é madrasta. Não se percebe. Magoa. Fere. Ataca quando menos esperamos e da forma mais violenta, sem dar-se conta, sem estarmos à espera. Sofremos, caímos, choramos, mas sempre com aquela vontade de levantar novamente. Por nós. Por eles. Pelos filhotes dela. Pelo pai dela. Há que ter força e continuar a viver. Sempre.

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