7 da matina. Toca o despertador. Acordo e penso sempre "hoje não vou trabalhar". A caminho do banho. Com a água, bem quente, a bater no corpo penso na indumentária que irei usar neste dia. Segue-se o pequeno almoço. Últimos retoques e saímos, quase sempre atrasada, rumo a mais um dia. No carro, sempre a mesma estação de rádio: comercial. A música toca e são os meus 30 minutos zen, onde penso, repenso, volto a pensar. Nem dou conta do trajecto de tão automático que é. Chego ao trabalho: as mesmas caras, os mesmos problemas, procedimentos e mais procedimentos, normas, regras. Chegam as 17 horas, hora de sair. Volto a entrar no carro, muitas vezes sem música. Volto a pensar, normalmente em modo mais orientado do que de manhã. Chego a casa, ligo o computador. Livros, leis, canetas, facebook pelo meio, dois dedos de conversa ao telefone ou via chat, mais um pedaço de trabalho feito. Chega o sono. Deito-me. Amanhã é outro dia. Igual.
E é isso que me mata, o ser igual.
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