domingo, 10 de junho de 2012

Nos últimos dois anos acho que vivi muita coisa. Emoções ao rubro, muito choro, muita alegria, desilusões, tristezas, descoberta, entre outros. Passei do 8 ao 80. Depois de um namoro longo, que hoje vejo que já estava morto há muito tempo, uma vida rotineira e monótona, sem interesse, passei para a descoberta. E fui descobrindo, vendo, ao início com estranheza, com medo, mas gostei. E quando vi que gostei, apostei em tudo. Saí muito, conheci muitas pessoas, experimentei e sobretudo "mandei-me de cabeça" em algumas situações. Depois vieram as desilusões claro está. Fazem parte da vida. Não estava habituada a elas. Tudo tinha corrido tão bem até aqui, porque é que agora não acontecia como eu queria? O que faltava? Questões e mais questões que nos entram pela cabeça e teimam em não sair. Nós últimos tempos regredi, penso eu. Deixei de ter paciência para as noites no Bairro Alto, deixei de querer dançar até altas horas, deixei de ter vontade de sair, de me divertir, de sorrir. E dou por mim a pensar que estou farta de pessoas. Pessoas no geral. Gosto muito mais do silêncio neste momento. Isto porque as pessoas desiludem, magoam, ferem, são arrogantes, pensam que sabem tudo. E isso chegou aos amigos. E é esta parte que me entristece. Sempre disse que tenho os melhores amigos do mundo e continuo a afirmar. Mas ultimamente há pessoas que me deixam triste, que têm esse poder. É engraçado que depois do término da minha relação, eu fui muitas vezes o elo de ligação de muitos dos meus amigos. Penso nisso várias vezes. Pela minha pessoa, pela minha presença foram se formando grupos, convivendo. E é também engraçado que neste momento assisto ao inverso, outra vez pela minha pessoa há um grupo que se desvirtuou. E tenho pena. Passámos momentos tão bons. Sinto tantas saudades daqueles dias. E paro para pensar e vejo que no fundo desiludiram-me. E foram várias pessoas, de maneiras diferentes. Não estava preparada para tantas mudanças nestes últimos dois anos. Falta-me maturidade emocional. Saber aceitar, digerir e continuar.

1 comentário:

  1. A lei da compensação diz que sempre que alguém sai, acaba por dar espaço para que outra pessoa entre. Nada é eterno, nem mesmo as amizades que considerávamos o nosso porto seguro, mas entretanto, em fases distintas outros amigos reaparecem e dão a mão.

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