quarta-feira, 11 de abril de 2012


À minha volta anda tudo meio atrapalhado. Ora são os meus problemas, que no fundo nem problemas são, mas que para mim são problemas, ora são as maluqueiras e tristezas das minhas amigas e familiares. Tudo muito negro, muito preto, muito infeliz. Umas querem filhos e não conseguem, outras têm filhos sem querer, outras casam e o casamento balança, outras envolvem-se com gajos que falsificam o sobrenome (pára tudo... aqui tenho de soltar uma gargalhada), outras têm amigos coloridos, que afinal são mais cinzentos que o céu em dias de Inverno, outras vivem em união de facto, mas em vez de viverem com o seu grande amor, percebem que afinal vivem com o seu melhor amigo. Outras há que estão doentes, isso sim é problema. Depois há os IRS´s da malfadada família, que nunca mais terminam. Ensinar a uma colega um serviço novo, como se faz, o que não deve fazer, o que se deve fazer e pior... ter coragem de dizer à colega que tem de mudar de óculos porque engana-se sempre nos números dos cartões e não vê os quadrados dos impressos que tem de preencher. Há ainda a colega das desgraças: a tia que está doente, a filha que passa a vida a ligar para o trabalho e nos faz dizer a maldita frase até ao fim: Câmara Municipal de ...., fala a .... bom dia. O filho que não sei o quê, a gata que não sei o quê, ai que vontade de ter um botão off por vezes. Há ainda a colega que nos chama por tudo e por nada, que já está no serviço há 20 anos e não sabe fazer nada e pede a mim, à minha pessoa que está apenas há 4 anos para a ensinar. Oi? Não estou entendendo... Sites e mais sites de imobiliárias para ver, para descobrir a casa perfeita para a minha pessoa: barata, gira e central. Sim, ok, estou a sonhar. Há ainda a tia chata que liga não sei quantas vezes para falar da crise. A mãe que não percebe nada de telemóveis e manda sms´s dos quais não entendo patavina e sou obrigada a ligar para saber o que quer. O afilhado que não pára quieto e só quer fazer desenhos e colar nas paredes da cozinha. Os vizinhos do 1º andar que são uns chatos e perguntam constantemente pelo namorado. Qualquer dia respondo que emigrou, seguiu o conselho do Governo e emigrou.

Que desgrácia.

Mas pronto... no meio disto tudo sou feliz. Não vivo sem estas pessoas! São elas que me aturam!

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